...não digais muitas palavras... (Mateus 6, 7-15)
O Fidelíssimo não obedece ao novo acordo ortográfico.

domingo, 31 de agosto de 2008

Touros ao Rossio!

Vejam-me esta relíquia. Uma fotografia tirada em 1874, ainda do tempo de Portugal, durante um espectáculo tauromáquico realizado na praça de touros de Aveiro, situada no Largo do Rossio. Hoje, o Rossio é um agradável espaço verde e a praça de touros já não existe...admito que a ria e as salinas contrastariam um pouco com os touros e os cavalos, mas para um aveirense de gema e, simultaneamente, cheio de aficción, uma praça de touros ali ao Rossio seria sopa no mel, não?
(Foto Henrique Ramos)

sábado, 16 de agosto de 2008

Reabriu a Sé de Aveiro.

Nós somos as pedras que verdadeiramente necessitam de constante restauro. Mas sem prejuízo de cuidarmos daquelas que edificam, materialmente, a Casa do Senhor. Reabriu a Catedral de Aveiro, após cerca de quatro meses de obras. E eu fui lá ver. É sempre altamente gratificante verificar preservado o nosso património..."A Diocese de Aveiro, sufragânea da Arquidiocese de Braga, foi criada pelo papa Clemente XIV, mediante o breve Militantis Ecclesiae gubernacula, de 12-04-1774, a pedido do monarca D. José I, abrangendo uma área destacada do território da Diocese de Coimbra; em 24-03-1775 deu-se execução ao documento pontifício. O rei ficou com o direito de padroado. A catedral foi instalada na igreja da Misericórdia e, mais tarde, em 1830, na igreja que fora do extinto Recolhimento de S. Bernardino. Nas suas primeiras seis décadas, teve apenas três bispos. Em 01-04-1845, após alguns anos de certa confusão canónica no governo eclesiástico, o arcebispo de Braga foi também constituído no cargo de administrador apostólico da Diocese, para a qual nomeou sucessivamente vigários gerais ou governadores - o que aconteceu até à sua extinção pela bula do papa Leão XIII Gravissimum Christi Ecclesiam regendi et gubernandi munus, de 30-09-1881, executada em 04-09-1882. Pela bula Omnium Ecclesiarum, de 24-08-1938, o papa Pio XI restaurou-a, dando-lhe novos limites, com oitenta e duas freguesias de dez concelhos, desmembrados das Dioceses de Coimbra (Águeda, Anadia, Aveiro, Ílhavo, Oliveira do Bairro e Vagos), do Porto (Albergaria-a-Velha, Estarreja e Murtosa) e de Viseu (Sever do Vouga); foi então elevada a catedral a secular igreja do extinto Convento de S. Domingos e matriz da Paróquia de Nossa Senhora da Glória. A sentença executória da restauração deu-se em 11-12-1938. Da antiga à actual Diocese. A Diocese de Aveiro, com a sede na cidade do mesmo nome, foi criada em 12-04-1774 pelo papa Clemente XIV (breve Militantis Ecclesiae gubernacula), nos termos em que lhe fora solicitado por el-rei D. José I, em 28-09-1773, a fim de se fazer uma partilha da “disforme extensão do Bispado de Coimbra”, separando-se ao norte “a comarca de Esgueira para nela constituir uma nova diocese, a que sirva de cabeça a cidade de Aveiro, constituindo a mesma comarca o território da nova diocese” (ARQUIVO DO VATICANO, Processo Consistorial nº 166, fls. 41,v-42). Esta comarca ou provedoria de Esgueira, nos finais do séc. XVIII, agrupava 71 freguesias, com mais de 20 000 fogos e cerca de 75 000 habitantes. Para executar o breve apostólico, o papa escolheu o núncio Mons. Inocêncio Conti, com o poder de subdelegar; efectivamente, presidiu ao acto o arcebispo titular de Lacedemónia e vigário geral de Lisboa, D. António Bonifácio Coelho. A cerimónia realizou-se em 24-03-1775 na igreja da Misericórdia, também elevada a catedral. Seguiram-se três bispos: 1) D. António Freire Gameiro de Sousa (1774-1799)2) D. António José Cordeiro (1801-1813) 3) D. Manuel Pacheco de Resende (1815-1837)4) Dr. António de Santo Ilídio da Fonseca e Silva (nomeado pelo Governo Português, mas não confirmado pelo Vaticano)Por decreto de 26-02-1840, o Governo de D. Maria II ainda nomeou e apresentou ao papa o beneditino portuense Dr. António de Santo Ilídio da Fonseca e Silva para prelado de Aveiro, o qual, sem esperar a confirmação pontifícia - que nunca obteve - entrou na posse da diocese, em 18.10.1840. Como tal situação anti-canónica se arrastasse, a Santa Sé em 01-04-1845 (breve Cum Episcopatus) nomeou o arcebispo de Braga também administrador apostólico de Aveiro; a partir de então, vigários gerais ou governadores do bispado, designados sucessivamente pelo metropolita primaz, sustentaram aqui o governo eclesiástico. Apesar de alguns esforços contrários, apressou-se o enfraquecimento da diocese e acelerou-se o processo da sua extinção - este enquadrado no plano dos governos liberais em reduzir o número dos bispados no Continente. Ao cabo de longas negociações, o papa Leão XIII subscreveu a bula Gravissimum Christi Ecclesiarum regendi et gubernandi munus, de 30.09.1881, com que suprimiu as dioceses de Aveiro, Castelo Branco, Elvas, Leiria e Pinhel. A execução da bula foi confiada ao cardeal-bispo do Porto, D. Américo Ferreira dos Santos Silva, que, em 04.09.1882, assinou a respectiva sentença. O rio Vouga ficou sendo o limite geográfico entre as Dioceses de Coimbra e do Porto, salvo excepções de lugares de freguesia; a paróquia das Talhadas, no concelho de Sever do Vouga, foi transferida para a Diocese de Viseu. Restauração da Diocese. Não se conformaram muitos aveirenses com a supressão da diocese; assim, quase imediatamente, principiou um movimento em ordem à sua restauração, que mais se acentuou a partir de 1924. Após porfiados trabalhos e generosas dedicações, em que se destacou o aveirense D. João Evangelista de Lima Vidal, a diocese acabaria por ser reconstituída, com novos limites, pelo papa Pio XI, (bula Omnium Ecclesiarum, de 24-08-1938, executada em 11-12-1938); a igreja citadina de Nª Senhora da Glória que, desde 1423 até 1834, fez parte do conve. nto dos padres dominicanos, foi elevada à categoria de catedral. Desde então teve os seguintes bispos: 1) D. João Evangelista de Lima Vidal (1940-1958)2) D. Domingos da Apresentação Fernandes (1958-1962)3) D. Manuel de Almeida Trindade (1962-1988)4) D. António Baltasar Marcelino (1988-2006)5) D. António Francisco dos Santos (2006 -)." Fonte: Anuário da Diocese de Aveiro e Museu S.Pedro da Palhaça.

sábado, 2 de agosto de 2008

Deus nas mais pequenas coisas.

A ideia de falar ou de escrever sobre Deus constrange-me sempre um pouco. Um pouco muito. Mas é corrente pensar sobre Deus. Diariamente. Ou por uma questão de beleza, de natureza, de maldade, de violência, de necessidade, de justiça, de vida ou de morte, de correcção ou incorrecção. Enfim, Deus encontra-se em tudo na vida, quando pensamos ou quando agimos. É um padrão omnipresente que regula, ou melhor, que se apresenta como regulador, da nossa conduta de vida. Antes regulasse automaticamente. Pois a diculdade da vida é, precisamente, viver em Deus. Há muito que penso em Deus. E em Jesus Cristo. Humanamente. Com a limitação que tenho em ser humano, com toda a dúvida e insegurança que lhes estão associadas. Vejo Deus em muitas coisas. Nas maravilhosas, em como Deus as torna assim. E nas menos felizes, que me levam a pensar no nosso livre arbítrio, ou no livre arbítrio da vida. A capacidade de aceitação das nossas vicissitudes não nos deixa outra hipótese senão acreditarmos que temos um Pai, e que Ele olha por nós. É neste sentido que Deus nos é indispensável. É o que nos dá sentido à vida. Mas Deus está nas mais pequenas coisas. E são as pequenas coisas suficientes para a nossa sobrevivência nesta etapa terrena. Haja a nossa humildade e contenção. E aceitação. E para esta etapa Deus deu-nos tudo, com excepcional luxo. Um bom exemplo disso é a fruta. Quando, num tórrido dia de sol, como um pêssego fresco, gosto de olhar para uma ávore enquanto o como. E sinto que Deus, criando a ávore, me deu aquele fruto que mata a minha sede. A natureza dá-nos o alimento. Mas mais. Deus não criou apenas o pêssego. Como que querendo agradar a todos, Deus criou centenas de frutas, para que a todos agradasse. E quem não gosta de pêssego, terá ao seu dispor outras tantas frutas que alimentam e matam a sede e a fome. E sabem fantasticamente. As frutas não custam quase nada. Se tratarmos a terra cuidadosamente, e dar-lhe o tratamento proporcional à sua dignidade de Mãe. Mãe que dá o alimento, que mata a fome e a sede. Deus dá-nos, portanto, tudo e variado. Nós é que não queremos tudo o que Deus nos dá. Porque, por arrogância, procuramos concretizar objectivos que não são de Deus, são nossos, e não são importantes. Sequer para nós. Outro problema é que nós julgamos saber o que é bom para nós. É neste contexto que eu acredito que haja uma ligação muito estreita entre Deus e a Terra. E que a Terra, por criação de Deus, poder-nos-á amar tanto quanto o próprio Deus, porque nós habitamos nela, e dela temos tudo.

sábado, 12 de julho de 2008

Que Planeamento e Arquitectura Urbanística para Portugal?



Quando, no verão de 1994, cheguei à lindíssima cidade de Bath, Inglaterra, para mais um curso de Inglês, através da maravilhosa Royal School of Languages de Aveiro, fiquei com a sensação de que tinha chegado a uma cidade de legos. E esta sensação resultou da coerência das linhas arquitectónicas de Bath, e do seu planeamento urbanístico: Quem não conhece, por exemplo, o Royal Crescent, do Séc. XVIII, de estilo Neo-Clássico Georgiano? É verdadeiramente notável. Bath é hoje visitada por milhares de turistas e é das mais belas cidades de Inglaterra. Líndissima sob todos os ângulos. De cor clara na fachada, verdíssima nos jardins e parques. Em cima, Pulteney Bridge.
Por seu lado, apresento aqui um pormenor da minha querida cidade Natal, Aveiro, no centro da cidade, aliás, exactamente, no sítio onde nasci, na antiga Casa de Saúde. Numa só perspectiva, 3 linhas arquitectónicas distintas e separadas no tempo, todas em tão poucos metros: primeiro, do lado esquerdo, um moderníssimo edifício; em frente, uma prédio antigo, de construção simples, mas de pé alto, quase apalaçado; e lá atrás, rasgando o céu de Aveiro, o famoso edifício semi-moderno da Segurança Social...Estamos afinal em que cidade? Com que planeamento? Que traça arquitectónica tem a cidade de Aveiro? Que tipicidade é que temos e que queremos? Tenhamos consciência de que o processo de desenvolvimento urbanístico se pode constituir cada vez mais irreversível...Porque é que nos orgulhamos sempre das casas riscadas da Costa Nova e fazemos precisamente o contrário em Aveiro? Mas esta minha preocupação é extensível a todas as localidades de Portugal...

domingo, 6 de julho de 2008

Capela de S. João Evangelista "salva" pelo mecenato.


"A Capela de S. João Evangelista, no Museu de Aveiro, vai ser restaurada com a ajuda da empresa Primus Vitoria, de Aradas, Aveiro. No valor de 18.550,00 euros, a ajuda surge ao abrigo do estatuto do mecenato cultural, na sequência da campanha de angariação de apoio mecenático, denominada "Seja mecenas de um grande museu: apoie o Museu de Aveiro!" levada a cabo pela instituição. Margarida Ferreira vê esta resposta da Primus Vitoria como um passo em frente no que respeita à envolvência do sector comercial na salvaguarda do património. "Esta parceria é fruto da campanha de apelo ao mecenato, mas também de uma progressiva sensibilização das pessoas para a protecção do património, que tem sido conseguida aos poucos", afirmou a directora do Museu de Aveiro ao Diário de Aveiro, confirmando a existência de outras parcerias iminentes, com vista ao restauro de peças, de colecções ou para apoio a actividades. O Museu de Aveiro conta já com os apoios dos hotéis Moliceiro e Imperial, da Margres, da C.A.C.I.A., do grupo Portucel Soporcel e, ainda, da Farbeira, Cofarbel Farcentro. Identidade com a peça. Margarida Ferreira salienta que a escolha da Primus Vitoria "faz todo o sentido", por se tratar de uma empresa do sector cerâmico, fabricante de azulejos tradicionais. "Escolheram a Capela por se identificarem com ela. Foi uma perspectiva muito interessante", comenta a responsável. O Museu de Aveiro ainda possui um número elevado de peças à espera de mecenas. "Precisamos de apoios para restaurar várias peças de colecção que vão integrar a exposição permanente no renovado Museu de Aveiro", salienta Margarida Ferreira. Algumas já foram "adoptadas", mas ainda há muitas pinturas, painéis de azulejos, altares, sacrários, túmulos, paramentos e peças de mobiliário que continuam à espera de quem os valorize e contribua para o seu restauro. Peças à espera de mecenas. Há valores para todas as bolsas, como é o caso de uma pintura de Santa Joana (óleo sobre folha metálica), cujo restauro está orçamentado em 190 euros, e que, após intervenção, vai integrar a "Sala I" da exposição permanente, relativa à Iconografia da Princesa Santa Joana. O antigo Convento de Jesus, actual Museu, está a ser objecto de obras de ampliação e requalificação, no valor de cinco milhões de euros. Além da reabilitação do edifício as obras compreendem a criação de novos serviços, nomeadamente, biblioteca, auditório, cafetaria, laboratórios de conservação e restauro, reservas, serviços educativos e gabinetes. A sua reabertura está prevista para finais de este ano. Capela tem estado encerrada ao público. A Capela de S. João Evangelista situa-se na ala norte do claustro e não tem estado acessível à visitas do público devido ao seu (mau) estado de conservação. Aliás, as paredes tiveram que ser revestidas a tecido para evitar a queda de peças. Esta capela seiscentista tem como ponto original o facto de ser revestida, na sua totalidade, a azulejo, do século XVII. O pavimento apresenta uma excelente composição livre, que aproveita de maneira original o padrão e a barra envolvente das paredes, associados a um xadrez verde e branco. É de autor desconhecido, tem 2,70 metros de altura, 3 metros de largura e 5 de profundidade. (Diário Regional de Aveiro, 3 Julho de 2008). É com profunda admiração e respeito que encaro este exemplo de mecenato, que é coragem, responsabilidade social e cidadania empresarial, que leva à conservação do nosso tão querido Património Arquitectónico português. E o de Aveiro, que é tão rico e tão delicado. Daí a necessidade premente de contínuas acções que sensibilizem particulares e pessoas colectivas a colaborar na conservação do nosso Património. Já que o Estado se demite dessa função! Muito obrigado, PRIMUS VITORIA!

terça-feira, 17 de junho de 2008

I Feira do Cavalo da Bairrada.

"A I Feira do Cavalo vai decorrer de 5 a 13 de Julho, no espaço Inovação, em Oliveira do Bairro. Vai contar com espectáculos desportivos e cénicos e poderá ser visitada todos os dias, das 9 às 24 horas. A Feira do Cavalo, organizada pela Câmara Municipal, pretende ser promovida a nível nacional e fará Oliveira do Bairro entrar no circuito de feiras deste género. A organização apostou na qualidade e diversidade, fazendo parte das actividades espectáculos equestres, concursos hípicos, touradas, festivais gastronómicos, entre outros. No programa destaca-se o Grande Prémio da Cidade de Oliveira do Bairro e a Gala Equestre do Centro Equestre da Lezíria Grande com o Mestre Luís Valença, que irá apresentar os principais números do maior espectáculo equestre do mundo de entretenimento para toda a família, "La Apassionata". A Escola de Toureiros da Azambuja também estará presente, com uma demonstração que lidará com duas novilhas seguida de uma garraiada popular. Destaque ainda para a Corrida de Touros com o cartel: João Salgueiro, Ana Batista, António Brito Paes, forcados de Montemor e Caldas da Raínha e os Touros da Herdade de Camarate. A boa gastronomia estará presente, com festivais gastronómicos diários. Também a cultura local será divulgada, da música ao folclore". (Diário Regional de Aveiro, 17 de Junho de 2008). É uma grande alegria ver esta nobre e bela Bairrada a crescer, evidenciando a sua cultura, a sua gente, a sua arte. Os meus sinceros votos do maior sucesso e de profunda admiração por todos quantos trabalham por esta tão bela terra, com a qual eu cresci também apaixonado. A Curia, com a sua verdura deslumbrante, as suas termas relaxantes, as vinhas a perder de vista. O magnânimo Palace hotel, rasgando a paisagem vinhateira, verde, azul e dourada. As quintas agrícolas apalaçadas de toda a região bairradina. Sangalhos, Oliveira do Bairro, Ois do Bairro, Malaposta, Mogofores, Anadia...Que saudades dos passeios que fazia de Casal Cadima, Cantanhede, da Casa dos meus queridos Avós, a estas tão charmosas paisagens da terra do Vinho e do Leitão...

Feira da Vinha e do Vinho em Anadia.

A Feira da Vinha e do Vinho em Anadia está a decorrer até dia 22, com um vasto programa musical e de actividades paralelas. Meu caro amigo, Francisco Canelas de Melo, Excelentíssimo Presidente da Real Associação de Setúbal, aqui fica o meu convite para a sua avalizada e acreditada opinião sobre este notório crescimento da nossa muito querida Bairrada, claro está, no que concerne à sua produção de vinho...(http://www.feiradavinhaedovinho.com/). Aproveito para, aqui neste espaço de profunda Portugalidade, e de grande paixão pela Sereníssima Casa Real Portuguesa, expressar o meu sincero agradecimento e admiração pelo teu enorme empenho, disponibilidade e entrega à nossa muito queredíssima Causa Real. Continuemos Fidelíssimo Amigo, persistentes, acompanhando S.A.R., o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança!