...não digais muitas palavras... (Mateus 6, 7-15)
O Fidelíssimo não obedece ao novo acordo ortográfico.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Comemoração Centenário da República - Opinião Enc. Ed. Mário Neves.

Email ao Agrupamento de Escolas de Aveiro.

"Excelentíssimos senhores,

Não queria deixar de dar conhecimento a V.Exas. deste meu email, enviado à Associação de Pais da EB1 JI de Santiago, o qual não mereceu publicação no respectivo blog (facto que estará, muito provavelmente, associado à liberdade de expressão tão típica da república).

Aproveito para manifestar a V.Exas. a minha indignação e reprovação veemente em relação à propaganda republicana que se encontra exposta no JI de Santiago. Creio que não compete à Escola qualquer interferência viciada sobre a formação de opinião política dos alunos, ainda que se trate, neste caso, de um Jardim de Infância. Compete sim à Escola, com total isenção, promover e estimular junto dos alunos, o seu interesse pela política, bem entendida como instrumento nobre de serviço à causa pública.

Muito respeitosamente,

Mário Neves
Encarregado de Educação de Afonso Duarte Veloso Neves (1º ano) e Leonor Afonso Veloso Neves. (JI)


---------- Mensagem encaminhada ----------

De: Mário Neves

Data: 26 de Maio de 2010 16:42

Assunto: Comemoração Centenário da República - Opinião Enc. Ed. Mário Neves.

Para: eb1santiago@gmail.com

Excelentíssimos Senhores,

Recolhi este endereço de correio electrónico da página da Associação de Pais na internet. Sinceramente, não sei se a referida página constitui apenas um meio de emissão de informação ou se está prevista, igualmente, a liberdade de publicação de opiniões e comunicados diversos dos Pais e Encarregados de Educação. Nesse sentido, se possível, gostaria que fosse dada visibilidade, na mesma página, a esta minha exposição em resultado da organização de uma iniciativa no âmbito do “Centenário da República”. Agradeço antecipadamente.

Com os melhores cumprimentos, Mário Neves.

Encarregado de Educação de Afonso Duarte Veloso Neves (º1 ano) e Leonor Afonso Veloso Neves. (JI)

“ Excelentíssimos senhores,

Recebi no passado dia 24 de Maio, uma notificação escrita informando que, no próximo dia 9 de Junho vão “comemorar o Centenário da República” em cuja iniciativa, os Jardins de Infância vão representar a Monarquia. Agradece-se ainda, no mesmo documento, a nossa colaboração na confecção dos fatos.

Cumpre-me agradecer a notificação, e procederei conforme se solicita. Com efeito, as datas históricas nacionais devem constar do programa de actividade escolar, promovendo junto dos alunos o conhecimento da História de Portugal, não só do ponto de vista cognitivo mas, nessa medida, estimular, prematuramente, o dever de cidadania e desenvolver o sentimento Pátrio. Num mundo globalizado, efectivamente, devem-se cumprir estes desideratos. À organização, parabéns.

Devo, todavia, manifestar o quão desconfortante é para mim satisfazer o presente pedido. Por três razões:

1. Da Legitimidade: na verdade, trata-se não da Implantação mas sim da Imposição da república. Se é verdade que o poder reside no Povo, é não menos verdade que o regime republicano português nunca, em momento algum, foi por aquele sufragado. Como se pode comemorar um regime sem legitimidade democrática?

2. De ordem Criminosa: a imposição da república radica no Regicídio, ou seja, no homicídio de Sua Majestade o Rei D. Carlos e de seu filho, o Príncipe Real D. Luís Filipe. Omitirão este acto criminoso e desumano na representação a que se propõem?

3. Da Fundamentação: da análise política, social, económica e cultural, o que motiva a presente “comemoração” é, designadamente, a degradação moral, desertificação do interior, violação do meio ambiente, violação da Língua Portuguesa, desorientação espiritual, facilitismo na educação e avaliação escolar (bem entendida a desautorização total da classe docente), violação grave da matriz familiar, esquecimento da agricultura, degradação do património cultural, violência, crise económica e dos mercados financeiros, desemprego e, sobretudo: corrupção. Teremos a comemorar ou a lamentar?

Nesse sentido, temo que não reste outra solução à organização senão omitir a verdade histórica para assim poder blindar o interesse pedagógico e cultural da representação. Se assim for possível…

Resta-me a consolação de que os Jardins de Infância vão representar a Monarquia e, em particular, à minha querida filha, cabe a representação de Sua Majestade, a Rainha D. Amélia (creio que assim me foi transmitido). Salvaguardada pela sua profunda infantilidade, não sentirá assim o peso da dor e da desgraça que na realidade caiu sobre a Pessoa que representa, quando, após lhe terem assassinado o marido e o filho, a enviaram para o exílio…

A História não se apaga. O Povo é livre de escolher o seu caminho. A isto se chama Democracia. Todas as outras vias são inaceitáveis. É isto que temos de ensinar aos nossos filhos e aos nossos alunos.

Muito respeitosamente,

Mário Neves

http://fidelissimo.blogspot.com

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ver o visível.

Cada ser humano tem uma dimensão. Sem dúvida, a clausura e o isolamento abrem as portas para a extensão e o desenvolvimento do espírito e da alma. A dimensão de cada um existe e manifestar-se-á sempre. Se limitada de um lado, expandir-se-á no outro.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

É intrigante como a república convive bem com a sua própria ilegitimidade.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A Ponte.

A forma como um país recebe o Papa, pode aferir muito da sua cultura.

A visita do Santo Padre só pode constituir o expoente máximo da vida nacional. Não se me passa, sequer, perspectivar o Papa, como chefe de Estado. O Papa é o Papa. O sucessor de Pedro. O Sumo Pontífice. E a palavra "Pontífice" diz tudo. Como afirmou um dia o senhor D. José da Cruz Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, aquando da eleição do Papa, nós acreditamos que, naquele momento, há a presença e a intervenção do Espírito Santo. Esta é a suprema dignidade que muitos não sentem e muitos simplesmente desconhecem. O Santo Padre, não é só um chefe de Estado, não é só o Bispo de Roma, mas sim o Sumo Pontífice. E a Ponte leva-nos a Cristo.

Assim não foi para muitos, Sua Santidade, o Papa Bento XVI. Não foi para muitas pessoas nem para muitas empresas. Impunha-se uma clareza total na permissão de todos poderem acompanhar, fosse essa a vontade, a visita do Santo Padre. E a ausência daquele prisma, de suprema dignidade, levou aos mais tristes e profundamente lamentáveis comentários sobre a sua Pessoa e sobre a sua visita.

Para muitos era só um “homem”. Para muitos que apoiam o despesismo fútil do Estado, do partidarismo e do clientelismo, já consideraram dispendiosa a visita do Santo Padre! Do nazismo à pedofilia, de tudo se versou…

Muitos portugueses desconhecem que Portugal se fundou na Missão Cristã e cuja nacionalidade foi avalizada pela Santa Sé.

A este gratuito e jacobino ataque ao Papa e à Igreja, eu respondo com a minha mais profunda repulsa e nojo. Pois, na verdade, aquilo que o Estado, recebendo para isso, é obrigado a fazer e não faz, fá-lo a Igreja.

Mas, na generalidade, vi uma calorosa recepção ao Papa. Não seria de admirar que o nosso Primeiro-Ministro não soubesse sequer o tratamento cerimonial adequado ao Papa, dirigindo-se ao mesmo da forma de “Eminência”, considerando as matérias morais que tenta despachar, foi, contudo, pleno de fé, que o Povo, e assim Portugal, o recebeu.

O Papa percebeu que foi acolhido por um País católico. As ruas e praças encheram-se de gente. A juventude esteve com ele. E vi a felicidade na sua face. Tendo sido testemunha da nossa fé, o Papa deixou-nos, ao mesmo tempo, uma mensagem de esperança e de sentido de vida. E quão oportuna é esta mensagem num período em que os políticos agravam a economia e destroçam a moralidade social.

Sobre todos os insistentes e intemporais ataques à Igreja, Portugal saberá exclamar bem alto e bem firme: Viva o Papa! Viva o Papa! Viva o Papa!

sábado, 8 de maio de 2010

A república e a balança.

Reparemos como as diversas candidaturas à presidência da república começam a fraccionar os Portugueses. O regime procura e argumenta pela condição fundamental do supra-partidarismo para a chefia de Estado. E vai cínico e dissimulado tentar encontrá-lo na facção e na fracção, na parcela e na minoria. Escolhe um partidário, nele maduro, penhorado e cúmplice, e trá-lo à praça realçando-lhe o supra-partidarismo. Que estúpida inconsistência. Pois se todos querem o supra-partidarismo e a isenção em toda a sua extensão política, porque não vão buscar o Rei?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A noção do tempo é confinada pela nossa circunstância.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

D. Manuel Clemente abre intervenções sobre Centenário da República na Guarda.

D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, é o primeiro convidado de uma série de intervenções públicas que a Comissão Diocesana da Guarda das Comemorações do Centenário da Implantação da República vai promover, para assinalar acontecimentos de há 100 anos ligados à implantação da República que “marcaram profundamente esta cidade” – realça um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
A intervenção está marcada para dia 15 de Abril, às 21.00 horas, na sala da Assembleia Municipal da Guarda. Neste programa de intervenções, a Comissão pretende lembrar o Bispo da Guarda de então, D. Manuel Vieira de Matos, figura marcante do Episcopado Português e seus mais directos colaboradores.
Os dois Seminários da Diocese da Guarda que foram encerrados pelos poderes públicos da República, tendo os respectivos edifícios sido retirados à diocese da Guarda, sua legítima proprietária, como aconteceu igualmente com o Paço Episcopal, é outro dos assuntos que será recordado.
O programa contempla uma abordagem de outras instituições de ensino da Igreja, designadamente o Colégio de S. Fiel, por onde passaram figuras marcantes da cultura e da ciência em Portugal.
Outro dos assuntos a tratar tem a ver com o debate de ideias que preencheu a imprensa da Guarda imediatamente antes e depois do cinco de Outubro de 1910.
A Comissão vai, também, reflectir com o público da Guarda a célebre, “embora pouco conhecida, Lei de Separação de 1911 e suas consequências para a vida da Igreja em Portugal e para a sociedade portuguesa no seu conjunto” – realça.
“Pretendemos ajudar as pessoas da Guarda a terem dos acontecimentos de há 100 anos ligados à implantação da República uma compreensão mais ampla e desapaixonada, contribuindo, assim, para que as lições da História nos ajudem, quanto possível, a traçar os melhores rumos do futuro para a sociedade portuguesa” refere um comunicado da Comissão Diocesana das Comemorações do Centenário da Implantação da República. (Agência Ecclesia)