Temos todos assistido, já com alguma regularidade, a entronização de novos elementos em algumas ordens ou confrarias nacionais...não coloco nenhuma em causa, nem isso me compete....mas ressalvo a necessidade de uma avaliação criteriosa sobre o processo de entronização: estará a ser salvaguardada a fundamental comunhão de Valores, ou estaremos a procurar simplesmente uma gratuita visibilidade pública?...domingo, 28 de junho de 2009
Comunhão na entronização.
Temos todos assistido, já com alguma regularidade, a entronização de novos elementos em algumas ordens ou confrarias nacionais...não coloco nenhuma em causa, nem isso me compete....mas ressalvo a necessidade de uma avaliação criteriosa sobre o processo de entronização: estará a ser salvaguardada a fundamental comunhão de Valores, ou estaremos a procurar simplesmente uma gratuita visibilidade pública?...quinta-feira, 28 de maio de 2009
O chilreio do cartacho.
Hoje, errar pela Ereira é não menos encantandor e, na ritmada sociedade moderna, é não menos nobre. Como a Rainha Santa Isabel, também eu me submeto nestas terras, embora não pareça, para uma certa elevação espiritual, na procura de uma isenção da vivência corrupta a que a vida nos obriga. Procuro sentar, parar e ouvir os "cartachos". Não pago nada e ascendo. Em Santarém montei o "Duque", cavalo inteiro de vinte e poucos anos, inteligente mais que o suficiente para me ensinar a dressage com sinais de alta escola...pus os pés nos estribos à Rei D. Carlos e deixei-me aprender...Em Santarém montei, mas foi em Almeirim que tirei a "Alternativa", típico vinho rosé do pioneiro da sopa da pedra: "O Toucinho". Sopa forte mas cativante, bastava de dois repastos para uma senhora esguia da Linha...poderosa...o Pão, gerado na casa, foi de realce...pesava na mão, com duas fatias de presunto de porco preto já não me passava na goela...pesado e consistente, haveria de ser cozido com a Cruz de Cristo. A orelha e o rim de porco chegaram-me grelhados, e foi com a ajuda da dialéctica que ornava na mesa. À minha frente uma cabeça de toiro com seiscentos quilos...abstive-me de sobremesa e tudo isto foi uma autêntica pega de caras. Nobre, Belo e Leal Ribatejo...venha, mas pegue de cernelha...
terça-feira, 28 de abril de 2009
São Nuno Álvares Pereira olhai por nós!
Não escolhi esta imagem ao acaso. Creio que ela demonstra a fonte da inacreditável força deste homem, hoje Santo: Deus. O Condestável olha alto e pede a Deus. Deus nunca o deixou. Assim foi, até ao fim, um rasgo na Terra, uma presença no Céu. Na sua maturidade prefere comungar com Ele. E estar com Ele é deixar tudo. Com meios muitas vezes inferiores, conquistou tudo. Tendo tudo, não quis nada. Serviu Portugal inteiramente. Todo Ele foi Portugal. Este exemplo de vida, de patriotismo e de Serviço não tem encaixe na realidade política de hoje, em Portugal...e se todos os Portugueses seguissem o seu exemplo, de serviço e de espiritualidade? E assim fosse em todas as Nações?...Se todos déssemos tudo e nada recebessemos? Mas o mais gratificante, o que mais nos honra e conforta, é saber que São Nuno Álvares Pereira está vivo! Está entre nós! E pedimos a sua intercessão junto de Deus para que salve Portugal!sábado, 11 de abril de 2009
Violência nas escolas difícil de perceber?
Foi com perplexidade que vi há dias nas notícias a criação de comissões (mais umas...) nas escolas para analisar e reflectir a violência que nelas ocorre. Como? Criar comissões para estudar e perceber a violência nas escolas?! Mas qual é a dúvida? Ninguém sabe?! É muito simples: o Estado, partidário desta pseudo-modernidade na qual radica a irresponsabilidade e o facilistismo, simplesmente não pauta pela disciplina e pela ordem. Constatamos que os professores têm medo dos alunos porque o seu Ministério não os defende (pelo contrário). Consequência: os professores são vítimas da violência dos alunos e ainda têm que se calar. Alunos com alunos será ainda pior. Por outro lado, os encarregados de educação simplesmente delegam nesta "escola" aquilo que de mais importante se deve proporcionar às crianças e aos jovens: a educação. Ora, se temos uma escola irresponsável e incompetente e se os encarregados de educação nela delegam, o resultado é uma anarquia total, a que o próprio Estado assiste impávido e sereno. E, como um simples ignorante, resolve criar comissões de análise para descobrir o que está a descoberto. Enquanto persistir este conceito e esta política na educação, de facilitismo e de irresponsabilidade, de que os alunos têm mais direitos que deveres, não tenhamos dúvidas de que estamos a construir uma sociedade violenta, sem ordem nem respeito. Não tenhamos dúvidas de que apenas com ordem, respeito e exigência, teremos um ensino de qualidade, uma sociedade coesa e com harmonia social, na forma e no conteúdo. Estamos à espera de quê?terça-feira, 3 de março de 2009
Mensagem de D. Duarte de Bragança ao País (3/3/2009).
"PERGUNTAS À DEMOCRACIA. Tem vindo a crescer em Portugal um sentimento de insegurança quanto ao futuro, sentimento avolumado por uma crise internacional, económica e social, de proporções ainda não experimentadas pela maioria dos portugueses. São momentos em que importa colocar perguntas à Democracia que desejamos. Admitindo-se que a situação concreta é grave, torna-se necessário encará-la de frente, antevendo todos os aspectos em que os portugueses experimentam dificuldades. Os tempos de crise vão-nos trazer privações mas também vêm exigir reflexão. Este é o momento de olharmos para o que somos. Para este país tão desaproveitado. Para a sua costa atlântica com Portos tão ameaçados, para uma fronteira tão vulnerabilizada, para um património cultural tão desaproveitado. Temos de perguntar até onde deixaremos continuar o desordenamento do território, que levou a população a concentrar-se numa estreita faixa do litoral, ocupando as melhores terras agrícolas do país e esquecendo o interior, reduzido a 10% do PIB. Temos de perguntar à economia portuguesa por que razão os bens de produção são despromovidos perante os “serviços”, o imobiliário, e ultimamente, os serviços financeiros. O planeamento das próprias vias de comunicação se subjugaram a essa visão. Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e uma atitude de “caudilhização” do discurso. Temos de perguntar até onde continuaremos a atribuir recursos financeiros a grandes naufrágios empresariais, ou a aeroportos e barragens faraónicas que são erros económicos. Temos de perguntar até onde o sistema judicial aguenta, sem desguarnecer os direitos dos portugueses, a perda de eficácia e a morosidade crescente dos processos. Temos de perguntar se não deveríamos estabelecer um serviço de voluntariado cívico em que os desempregados possam prestar um contributo à comunidade. Temos de perguntar até onde as polémicas fracturantes que só interessam a uma ínfima minoria política, não ofendem a imensa maioria das famílias, preocupadas com a estabilidade pessoal eeconómica. Temos de perguntar como vamos aproveitar o ciclo eleitoral que se avizinha, a começar pelas eleições europeias, onde será desejável que apareçam independentes que lutem pelos interesses nacionais. Temos de perguntar se nas relações lusófonas, estamos a dar atenção suficente às relações especiais que sempre existiram entre Portugal e o Brasil. Para ultrapassarmos as dificuldades, precisamos de todos os nossos recursos humanos em direcção a uma economia mais “real”, mais sustentada, mais equitativa, uma economia em que respirem todas as regiões a um mesmo “pulmão”. Apesar de tudo, o nosso sector bancário fugiu das estrondosas irresponsabilidades dos congéneres mundiais. Saibam os Governos regulamentar os apoios para as empresas grandes, médias ou pequenas mas que sejam produtivas. Em regime democrático, exige-se processos e discursos ditados pelo imperativo de responsabilidade. A equidade e integridade territorial só poderão ser obtidas com a participação de todos, e com sacrifícios para todos. Estamos confiantes que somos capazes de fazer das nossas fragilidades as nossas maiores vantagens. Onde outros tiveram soluções muito rígidas que falharam, nós venceremos promovendo os portugueses que lutam por um país de imensas vantagens competitivas. Mostremos como somos um grande País, uma Pátria em que todos cabem porque acreditam na Democracia. Portugal precisa de mostrar o seu projecto para o século XXI. Pela minha parte, e pela Casa Real que chefio, estou, como sempre, disponível para colaborar". IDPsegunda-feira, 2 de março de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
O Parlamento da república Portuguesa...
Encontramo-nos a meio de Janeiro, deste novo ano da Graça de 2009, e pasmo-me pela irrelevância que se deu ao nível do serviço público do Parlamento Português. Dada a sua importância, qual célula vital de qualquer democracia, o Parlamento é bem hoje um indicador da saúde democrática do clandestino regime republicano em que vivemos. Perto do final de 2008, o Parlamento nem se preocupou em camuflar o desinteresse que tem actualmente pela causa pública em favor de descarados interesses pessoais e corporativos. Refiro-me à debandada de 30 deputados à Nação de um determinado Partido Político. Penso que, sinceramente, pela primeira vez em Portugal, deveria o senhor Presidente da Assembleia da república dar uma justificação do sucedido ao País. Em bom rigor, deveria o Presidente da república tê-lo ouvido em Belém e, posteriormente, justificar ao País a irresponsável falta que a Assembleia deu à democracia e à Nação. O sucedido não gerou senão uma ligeira nota da comunicação social quando, na verdade, se tratava de algo muito mais grave. Esta debandada revela-nos quanta importância os deputados dão à função que lhes foi confiada. Do Chefe de Estado ouviu-se o de sempre:" Penso que o Presidente da república não deve comentar, não deve intervir." Quando, objectivamente, estávamos a falar da qualidade do funcionamento dos órgãos de soberania! Posto isto, que esperança nos resta para esta triste e irresponsável democracia?...Quando estaremos representados no emiciclo para verdadeiramente se cuidar dos interesses da Nação? Quando tivermos um Rei e uma Monarquia Constitucional! Pois o Rei é livre! Pois o Rei é o garante da qualidade democrática e do genuíno Interesse Nacional! Viva o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança! Viva a Democracia! Viva o Reino de Portugal!
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