...não digais muitas palavras... (Mateus 6, 7-15)
O Fidelíssimo não obedece ao novo acordo ortográfico.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Edifício Mário Belmonte Pessoa RESTAURADO!

Desde, praticamente, a minha praxe académica que convivi com a Casa a que me habituei a chamar de Major Pessoa. Com o meu ingresso no ISCIA, mesmo ali ao lado, em 1993, era diária a minha passagem pela casa. Mesmo abandonada e com o péssimo aspecto que tinha, era bela... agora, imagine-se: restaurada! Na primeira oportunidade, peguei no meu filho e fui ver..."Por muitos considerado o exemplo maior do movimento Arte Nova em Aveiro, a Casa de Mário Belmonte Pessoa, um proprietário e negociante natural de Espinho, está hoje classificada como Imóvel de Interesse Público. É propriedade da Autarquia que nela pretende instalar um centro interpretativo da corrente arquitectónica/artística que marcou os alvores do séc. XX e que em Aveiro ganhou uma certa especificidade. Difícil aqui é realçar um dos seus pormenores já que a profusão decorativa (flores, animais e formas curvilíneas estilizadas), quer ao nível das cantarias, quer da azulejaria ou da serralharia artística, faz das suas fachadas um reflexo de ritmo e vivacidade. O projecto, concluído em 1909, está atribuído a Silva Rocha que aqui terá contado com a colaboração do colega e amigo Ernesto Korrodi. As cantarias são oriundas da oficina de João Augusto Machado e a serralharia elaborada por Lourenço de Almeida. Já alguns dos painéis azulejares são da Fábrica da Fonte Nova, assinados por Licínio Pinto e datados de 1907. No interior realça-se a escadaria de ferro forjado, em espiral, que conduz ao piso intermédio, bem como os panos de azulejo que revestem, até meia parede (lambril), as salas do rés-do-chão. No pátio, para além do miradouro sobranceiro à Praça do Peixe destacam-se, desenhados na pedra da calçada à portuguesa, os nomes dos quatro filhos do proprietário."(Fonte CM de Aveiro/Divisão de Museus e Património Histórico). Achei curiosa a ordenação do espaço interior com uma parede a escassos dois metros das janelas, criando ali um pequeno espaço de chá e de leitura, com uma privilegiada vista sobre o Rossio. Naquela tarde, podiam-se avistar dezenas de moliceiros, plenos de turistas, a entrar e a sair do canal central...faltava apenas, de facto, um chá e um textinho de Almada ou de Pessoa...

1 comentário:

Joana disse...

Enfim, restaurado... e pintado de azul e branco, como se quer! Também convivi com esta casa lindíssima desde os meus tempos de caloira. Colaborei posteriormente na organização de um "peddy-paper", em que o edifício Mário Belmonte Pessoa, então em ruínas, era a solução de um dos enigmas da prova!